MINDFULLNESS | On Taking Things For Granted



A seguir à passagem de ano passei dois dias na aldeia onde moram os meus avós maternos e de lá trouxe, como sempre, sacos e caixas cheios de produtos que produzem na quinta (azeite, fruta, legumes...). E, quando o meu namorado fez uma observação sobre a diferença de sabor entre o que os meus avós produzem e o que se compra no supermercado, pensei em como era sortuda por poder comer, pelo menos algumas vezes por ano, produtos produzidos sem químicos ou conservantes (e mais importante ainda, por pessoas que põe amor naquilo que fazem). E isso deixou-me a pensar em como há tanta coisa que tomamos como garantido e como isso faz com que não nos esforcemos para continuarmos a (tentar) evoluir.

É muito fácil pensarmos que não temos de fazer mais do que já fazemos, mas a verdade é que nunca nada está verdadeiramente garantido (pelo menos para sempre). Se não trabalharmos por continuar a ter o privilégio de fazermos o que fazemos e de termos o que temos (ou quem temos) o que antes era um dado adquirido facilmente deixa de o ser. E porque é que isto acontece? Tão simples quanto isto: porque nos deixamos estagnar. 

Hoje a minha sugestão passa por avaliarem mentalmente aquilo (e aqueles) que têm, onde estão e onde querem chegar e pensaram se o que estão a fazer agora vos dá a segurança de que o vão continuar a ter no futuro (e, claro, se vão conseguir chegar onde sonham chegar). É difícil, eu sei, mas se não o fizermos ninguém o fará por nós. E uma vida sem aprendizagem e evolução é uma vida bastante cinzenta, não acham? Bom Domingo :)


After New Year's Eve I spent two days in the town where my grandparents live and, as always, I brought back bags and boxes filled with products produced on their farm (olive oil, fruit, vegetables ...). And when my boyfriend made a remark about the difference in taste between what my grandparents produce and what we buy at the supermarket, It hit me how lucky I am to be able to eat, at least a few times a year, products without chemicals or preservatives (and more importantly, produced by people who put love in what they do). And that got me thinking about how there's so much we take for granted and how it makes us stop trying to continue to evolve.

It's very easy to think that we don't have to do more than we already do, but the truth is that nothing is ever truly guaranteed (at least forever). If we don't work to continue to have the privilege to do what we do and have what (or who) we have, what once we taked for granted easily ceases to be. And why does this happen? As simple as this: because we allow ourselves to stagnate.

My suggestion today is for you to mentally evaluate what and who you have, where you are in your life and where you want to be and, then, think if what you're doing now is giving you assurance that you'll continue to have it in the future (and of course if it will take you where you want). It's hard, I know, but if we don't stop to think about it nobody will do it for us. And a life without evolution is a very, very  sad life, don't you think? Good Sunday :)




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